MAKING OF | Mosqueteiro, personagem de Igor Catto modelado em ZBrush

MAKING OF | Mosqueteiro, personagem de Igor Catto modelado em ZBrush
Desta vez a gente bateu um papo com Igor Catto, modelador e professor do curso Sphera da N-PIX, que trata de modelagem em ZBrush. Catto já passou por produtoras como Glaz Cinema, em que modelou os curtas Historietas Assombradas para Crianças Mal Criadas e Baú do Lú, e pela Graça Filmes. Já foi beta tester do ZBrush e atualmente trabalha na produtora Zombie Studio como modelador, onde fez peças premiadas em Cannes. Chez Restaurant | Peça premiada em Cannes Especializado em escultura digital e tradicional, além de design de caracterização e textura, Catto desenvolveu em um de seus últimos projetos pessoais o Mosqueteiro. igor-catto-mosqueiro-thumb.jp

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Ele foi atleta de natação até os 20 anos de idade, porém após esse período, na hora de escolher uma graduação, não queria fazer o curso de Educação Física. O gosto pelo desenho o fez ir em busca da área artística e optou pela faculdade de Publicidade e Propaganda, que cursou até o terceiro ano. Não satisfeito com o resultado e com as informações recebidas na graduação, Catto procurou os cursos externos sobre o 3D, que até então o interessou bastante. Começou a fazer cursos nesta área e, com isso, conseguiu trabalhos na Glaz Filmes e na Graça Cinema, uma produtora gospel, onde fez o Baú do Lú, Historietas Assombradas para Crianças Mal Criadas. Depois de lecionar modelagem 3D, foi para a Zombie Studios, onde está há dois anos e cuida da parte de modelagem auxilia a coordenação de 3D. Catto conta que começou tarde, que em sua opinião por um lado foi ruim, mas também foi bom pois quando começou a estudar 3D já estava com 23 anos. Segundo ele, foi bom ter começado tarde pela maturidade já tinha ao começar. Veja nos trechos a seguir as etapas do processo de construção do personagem Mosqueteiro, que obteve grande destaque nos principais fóruns da área, como o ZBrush Central e CGHUB. **Making of – Mosqueteiro** b2ap3_thumbnail_igor-catto-vistas-mosqueteiro.jpg “Eu sempre faço projetos pessoais. Meu portfólio está bem enxugado, só tem quatro imagens, de umas 20 que tinha. Faço muita coisa, mas não posto muito, porque só posto se eu achar realmente bom. O projeto surgiu a partir de um concept, o Little Druid. Isso é fundamental na parte do 3D, que é mostrar se o profissional sabe interpretar um projeto que é recebido. Em produtoras vejo que hoje a maior dificuldade em contratações, como no caso de freelancers, é difícil encontrar alguém que saiba interpretar um concept proposto pelo contratante. Às vezes eles, os ilustradores, querem inventar de forma errônea. É ruim o profissional não saber interpretar um concept de forma assertiva.” a1sx2_Thumbnail181_portfolio-Igor-Catto-Mosqueteiro3.jpg “Muitas vezes as pessoas vêem um trabalho final e acham que o profissional fez e acertou logo de primeira, esquecem de quantos testes foram feitos. Às vezes o modelador não demora para executar a modelagem e sim para fazer testes de texturas, de composição, como cabelo e etc. Tenho alguns testes, que vocês poderão ver nas imagens. Como detalhe de rosto e rugas. Fiz vários testes com a pele e tudo mais. “ b2ap3_thumbnail_igor-catto-processo-modelagem.jpg a1sx2_Thumbnail181_portfolio-Igor-Catto-Modelagem2.jpg a1sx2_Thumbnail1_portfolio-Igor-Catto-Modelagem1.jpg a1sx2_Thumbnail181_portfolio-Igor-Catto-Modelagem.jpg “Desta forma deu para observar como ficaria o babado, por exemplo. Essas imagens tem bastante testes de rendas, como o local em que estava limpo, onde sujar e fiz comparativos. “ b2ap3_thumbnail_igor-catto-bake-normal-occlusion.jpg b2ap3_thumbnail_igor-catto-cor-base.jpg “Para fazer um trabalho desses é preciso muito teste até chegar num resultado final. É bom fazer um trabalho pessoal porque é o único trabalho que realmente não se tem pressa para entregar. Normalmente, em produtora, você tem prazos de duas semanas no máximo, você executa aquilo que já sabe, não tem tempo para realizar testes. Não é tentativa e erro, é só acerto. No trabalho pessoal é o único momento para poder aprender. Eu costumo no trabalho pessoal tentar impor um limite de tempo, como dois meses, aproximadamente, mas se eu achar que não está bom, continuo trabalhando no modelo até eu achar que está legal. Isso, faço agora, que posso dar tempo para um trabalho como esse. Quando comecei eu tinha pressa para arrumar um emprego, pois não dependia dos meus pais, financeiramente falando. Até para fazer o curso 3D foi difícil, demorou muito tempo para eu arrumar uma vaga no mercado de trabalho, precisava mostrar um portfólio legal. As vezes, eu identificava vários erros nas minhas peças, porém eu postava para conseguir alguma proposta de emprego. Mas hoje a situação mudou, estou trabalhando na minha área e agora viso a qualidade e tentar evoluir. Demoro mais tempo para postar um modelo, e além desse, estou fazendo mais três. Um deles, possivelmente, postarei daqui dois ou três meses. “ b2ap3_thumbnail_igor-catto-teste-texturas.jpg b2ap3_thumbnail_igor-catto-cor-textura.jpg “O projeto, entre as pausas que fiz, demorou quatro meses. Em horas, diretamente falando, gastei um mês e meio. O que me ajuda a evoluir no trabalho é saber aceitar as críticas e pedir ajuda às pessoas certas. Converso muito com amigos e até com pessoas leigas no assunto, o que também é válido, pois enxergam coisas que um olhar técnico não consegue ver.” **Principais pontos** “O que impressiona mais é a textura, claro que se a modelagem não tivesse bem feita não ia ficar legal. Na verdade é um conjunto. Se fosse só modelagem não teria um destaque, seria só mais um. A modelagem corresponder a uns 30 ou 40% do processo, o mais é o comportamento, postura do modelo. O resultado veio de necessidades, estudos e testes que realizei. Para cada modelo que crio, gosto de fazer coisas que eu não sei. Eu não sabia fazer um cabelo direito, então tive como um dos objetivos do desenvolvimento desse personagem aprender a fazer um hair bom. Tanto que a parte mais demorada deste projeto foi o cabelo, que demorei cerca de três semanas até chegar num cabelo que eu queria.“ b2ap3_thumbnail_igor-catto-teste-cabelo.jpg “Fiz vários testes, aprendi no software para conseguir chegar no resultado que eu queria. Outra coisa que achei bacana além do hair, são os bordados. Que era uma duvida que eu tinha, queria fazer um modelo que tivesse uma resolução muito grande em qualquer parte que as pessoas olhassem para o modelo.” b2ap3_thumbnail_igor-catto-processo-bordado.jpg b2ap3_thumbnail_igor-catto-normal-ao-displacement.jpg “Eu quis fazer uma imagem que tivesse uma boa resolução, ter uma ótima visualização, mesmo ao dar um zoom de 400%, em que fosse possível ver os detalhes sem perder a informação. Fiz muitos testes nesse bordado e nas partes do desgastado do couro, que é um ponto que achei que ficou legal.” **Referência** “O concept foi a principal referência mesmo. Para o rosto usei o ator mexicano Danny Trejo. Ele foi minha inspiração. O escolhi para o processo de estilização, que ficou com um aspecto de rosto velho, que passou uma imagem mais imponente para o personagem. Fiz um rosto mais largo e com mais traços antigos.” a1sx2_Thumbnail1_portfolio-Igor-Catto-Mosqueteiro4.jpg “Para os personagens, costumo ter uma referência de alguém que existe. Depois chego a modelar o mais próximo, o que a gente chama de fazer um likeness, um modelo igual, que nesse caso foi chegar o mais próximo do ator Danny Trejo na parte de olhar e depois dei uma estilizada no rosto. Peguei algumas das características como queixo, pele desgastada e bigode. Identifiquei ele no personagem mesmo.” “Para as roupas peguei referências variadas como dobra de calça, dobras das luvas, até alguns modelos em 3D mesmo. Costumo também pegar referenciais de onde não quero chegar. Peguei modelos também do Piratas do Caribe, para ver o tecido e o comportamento.” b2ap3_thumbnail_igor-catto-detalhes-acessorios.jpg

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**Construção dos detalhes** b2ap3_thumbnail_igor-catto-espada-modelagem-detalhes.jpg b2ap3_thumbnail_igor-catto-espada.jpg “A parte do babado foi bem simples. Recebi alguns e-mail perguntando sobre. O processo de modelagem é esse mesmo, mas o que o pessoal teve dúvida foi como fiz a renda.” b2ap3_thumbnail_igor-catto-modelagem-babado.jpg “A renda é bem simples.Peguei uma textura de renda, deixei numa cor única e usei um mapa de transparência.Nesse caso, o que está em preto vai ficar transparente e o que está em branco vai aparecer. Eu fiz só as junções com mapa de textura, por isso está um pouco mais amarelado. Usei um tile, que é a repetição de textura para eu ter controle do tamanho das rendas.” b2ap3_thumbnail_renda-textura-bump.jpg **Mapa de transparência** “Fiz uma borda com outra textura, toda a renda tem um acabamento diferente e usei um outro tipo de material. Assim como tem essa máscara de transparências, fiz uma de dois materiais. É como conseguir colocar um ferro e um plástico na mesma superfície, nesse caso consegui mesclar o dois tipos. Não tem muito segredo.” b2ap3_thumbnail_igor-catto-babado-textura.jpg **O seu trabalho está no topo da página do ZBrush Central, que é o principal fórum do programa ZBrush. Como é ter uma visibilidade como essa?** b2ap3_thumbnail_igor-catto-top-roll.jpg Veja o post do Mosqueteiro na página do ZBrush Central “A visibilidade é muito boa. O que muitas pensam é no glamour, o que na verdade não é bem assim. O que tem que acontecer é a continuidade desses destaques, dos trabalhos com um nível um pouco mais alto. Antes eu tive destaques com trabalhos feitos pela Zombie. O meu nome já apareceu três vezes no topo. O que as pessoas devem pensar é que não é por um trabalho especifico que você vai conseguir mais trabalho. O que pega mais é a continuidade que o seu trabalho tem. A dica é manter seu trabalho sempre no topo por quê as pessoas criam confiança no seu trabalho. Em uma carreira profissional é preciso passar pelas etapas, passar por degraus. Faço por que eu gosto e não por obrigação, igual a um curso, você tem que fazer porque está a fim.” b2ap3_thumbnail_igor-catto-mosqueiro-close.jpg **Dicas do Igor Catto para quem está começando e para quem quer se destacar** “Se você está interessado em aprender a mexer no programa ZBrush, é fundamental aprender primeiro a modelagem 3D “tradicional”, que usa técnicas como box modeling e poly by poly e depois juntar com o ZBrush. Se você for fazer só um concept, com o programa ZBrush dá para produzir, mas se for fazer um cinematic ou um modelo para game, o ZBrush seria uns 30% do processo, não seria os 70%, que é a parte poligonal. Também é importante estudar desenho e escultura em massa, além de também saber mexer em um software 3D. E não só o programa e sim o conceito dessas ferramentas, porque uma coisa fala com a outra. O destaque é só uma consequência do estudo. Para se chegar numa excelência, acima da média, é preciso dedicação no que faz, independente do seus compromissos pessoais. É preciso ter força de vontade e a garra de conquistar.” Não perca nenhum detalhe. Clique e confira o turntable do personagem em Alta Resolução **Obrigado, Igor. Nós aqui da N-PIX estamos muito orgulhosos do seu trabalho.** Site do Igor Catto E para você que chegou até aqui pode pegar o fundo de tela do mosqueteiro. Basta clicar aqui e salvar a imagem (4000x2250). a1sx2_Thumbnail1_igor-catto-mosqueteiro-protetor-de-tela-thumb.jpg

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Começa hoje a Broadcast & Cable 2013

Começa hoje a Broadcast & Cable 2013

Muitos de nós conhecemos a NAB, uma feira de produção de cinema, vídeo e computação gráfica que ocorre todo ano nos Estados Unidos. Mas o que pouca gente sabe é que todo ano, em São Paulo, ocorre a Broadcast & Cable.

Embora não tenha o mesmo tamanho da NAB, ela tem os mesmos principais expositores, trazendo novidades que vão desde novas câmeras e software, até equipamentos de transmissão via satélite.

A feira acontece de 20 a 22 de agosto de 2013 Centro de Exposições Imigrantes em São Paulo e a entrada é grátis.

Estamos nesse momento fazendo uma cobertura do evento e em breve traremos surpresas para vocês.

Por enquanto ficam algumas fotos do evento que acontece nesse momento e o convite para você participar dessa feira que é a mais importante da América Latina e conta com 200 expositores e mais de 10.000 visitantes.

O site do evento é: www.broadcastcable.com.br

Nos vemos em breve com mais novidades!

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Pedro Aleixo fala sobre mercado 3d e carreira

Pedro Aleixo fala sobre mercado 3d e carreira
entrevista-pedro-aleixo-maquete.png Conversamos essa semana com o arquiteto Pedro Aleixo, que também é professor da N-PIX e ministra o Coliseu – curso online de maquete eletrônica. Ele possui uma vasta experiência diferentes áreas da arquitetura e do design e já realizou trabalhos em áreas comerciais, como na indústria imobiliária e escritórios de arquitetura. O Pedro já produziu imagens para grandes construtoras como Gafisa, Odebrecht, Brookfield e escritório de arquitetura como MCAA, Miguel Juliano, Botti e Rubin. Com aproximadamente dez anos de carreira, o arquiteto nos contou como aplica sua personalidade artística em seus trabalhos na área, produzindo material de visualização para construtoras, escritórios e visualização de produtos publicitários. Ao longo da entrevista, confira também as imagens produzidas pelo arquiteto. **Pedro, poderia nos contar sobre sua experiência?** Desde pequeno sempre me interessei por arte. Com 11 anos, mais ou menos, comecei a fazer cursos de desenho. Sempre tive muito interesse por isso, na hora de escolher pelo curso na faculdade optei por essa área, ou desenho industrial ou arquitetura. Duas faculdades voltadas pela parte artística e de construir coisas. **Como surgiu seu interesse pela ilustração?** Sempre desenhei, desde criança, uns desenvolvem mais outros menos. Comecei a estudar, fazer cursos e tentar melhorar. Foi mais coisa de criança. b2ap3_thumbnail_banheiro-prottipo.jpg **Como você enxerga a área de ilustração no Brasil?** No País a ilustração começou a ser explorada pouco tempo antes do anos 2000. O filme Toy Story foi lançado aproximadamente nessa época e a partir disso que o mercado começou a desenvolver tecnologias. Porém, toda área que a gente trabalha com arte gráfica, ilustração 3d ou computação gráfica, é relativamente complicado aqui no Brasil, por serem mercados novos. De qualquer forma, é um mercado promissor. Hoje em dia a gente não faz mais nada sem 3d. Um produto novo não será lançado ser ter sido feito com ilustração 3d. Atualmente, um lançamento de imóvel não é vendido sem ter as imagens, por quê o consumidor não tem know-how para entender e assimilar um desenho técnico. Hoje na área de vendas isso é fundamental e ninguém mais vende se não tiver uma ilustração bem feita. Tanto na área de produto no mercado imobiliário, principalmente, não se vê mais nenhum estande sem imagem. Se for um mercado bem cuidado, é bem promissor. Trabalho não faltará nunca. b2ap3_thumbnail_Boing.jpg **Como você percebe a utilização dos recursos 3d neste mercado, que tem sido usada cada vez mais pelos profissionais?** É indispensável, existem coisas que a gente não vende ser ter o 3d, o produto imobiliário é um deles. Mesmo que seja só a fachada do prédio, algumas perspectivas internas, o cliente não vai comprar sem ver antes como o empreendimento ficará. Na parte de produto elimina aquela coisa do Mokup digital, do fotógrafo. Ter que ter um produto físico, hoje é fundamental e já faz parte de todo o processo. b2ap3_thumbnail_piscina-sem-logo.jpg **Como um profissional representativo brasileiro, como foi produzir para importantes empresas brasileiras?** Para mim é natural, por ter contato com arquitetura o objetivo é fazer trabalhos onde a gente tenha um produto melhor. É o que todo mundo quer e é o rumo natural das coisas. Uma hora alguém vai fazer imagem para essas construtoras e escritórios, a questão é mais quem consegue atender em quantidade e qualidade. Não sei se posso dizer, mas é uma seleção natural. Para ser ter uma margem de lucro razoável, ter um trabalho legal a gente precisa buscar esse tipo de cliente. Muitos escritórios já tem o artista 3d, ele não precisa mais comprar esse tipo de serviço, na verdade, contratar esse tipo de serviço, por quê existem alguns programas como Sketch Up e Revit que já fazem parte do processo de criação de uma empresa. b2ap3_thumbnail_CGMonkey.Interna.Escadas.jpg **Quais são suas principais referências de artistas e trabalhos?** Todo mundo que faz maquete tenta usar como referência o Alex Roman, um artista excepcional, que tem o trabalho que todo mundo conhece. Existem também algumas empresas que eu admiro, como a Pure Render, mir Visuals e a Neoscape. Essas são as empresas que eu tenho como norte. **Como surgiu sua experiência em lecionar na área?** É o primeiro curso, antes eu tinha dado aula da Alpha Channel, um centro de computação gráfica, em São Paulo. Foi meio que sem querer, a experiência começou quando um amigo precisava de alguém para substituí-lo e ensinar sobre o V-ray. E como eu mexo desde a primeira versão do programa, aceitei. Sempre gostei muito dessa parte de ensino e pesquisa, por curiosidade acabei aceitando e gostei. Isso foi no final de 2012 e depois em conversas com a N-PIX acabamos montando esse Curso de Maquete. b2ap3_thumbnail_RV_MD_espao-teen_R03.jpg **Você é professor da N-PIX, quais são as dúvidas mais frequentes dos alunos?** Os alunos tem dúvidas em relação ao medo do software, de achar complicado. E muitas sobre o mercado, se eles vão conseguir se manter, se vão conseguir pagar as contas. Os alunos também perguntam sobre valores, o quanto que eles devem cobrar por um trabalho, essa é a maior dúvida que quem está entrando agora no mercado tem, em como montar um portfólio etc. O que é bom, o que é ruim, em relação ao trabalho em si, são dúvidas naturais do desenvolvimento. **Você poderia dar alguma dica para esse profissional que está começando agora?** Em relação ao trabalho, acredito muito no esforço pessoal. É estudar, não só acreditar em tutoriais de internet ou o que os outros dizem, cada um tem sua experiência. Se você corre atrás e estuda, por mais famoso você não seja, todo mundo consegue um espaço no mercado. Não se acomodar, sempre estudar outras coisas. Eu não estudo só 3d, acho que para melhorar a gente tem que voltar um pouco atrás, estudar desenho e fotografia é muito importante. Para quem quer trabalhar com iluminação e textura é fundamental. Procure sempre se desenvolver e a colocação no mercado é um reflexo disso, do seu esforço e do trabalho que desenvolve. b2ap3_thumbnail_RV_MD_brinquedoteca_R03.jpg **Observa-se que você possui uma característica em suas obras, com tons de realismo, em que aplica bastante personalidade em seus trabalhos. Para alguém que quer começar na ilustração, quais dicas você pode dar?** Basicamente o que eu faço muita gente faz, mas é a questão do cuidado com a imagem, tentar ter uma linguagem um pouco mais artística e não aquela coisa rígida de quem acabou de aprender a mexer com 3d. Então é tentar fazer uma câmera um pouco melhor, dar uma cara mais ilustrativa. É ter cuidado, um carinho que eu tenho com o trabalho e não exatamente uma característica da imagem. Principalmente na parte de maquete eletrônica, o trabalho tem que ser funcional, se ele atende o cliente eu estou feliz. A gente tem que tirar um pouco a coisa do juízo de valor, do eu gosto ou eu não gosto, é preciso se preocupar em atender o mercado. **Você poderia dizer se hoje há no mercado a busca por qualidade de imagem, por qualidade de realismo? O quanto ele prefere uma imagem mais técnica ou uma imagem mais atrativa aos olhos?** Na verdade é o que vende melhor. A gente tem várias vertentes, tem empreendimentos mais baixos em que não estão tão interessados em qualidade, querem simplesmente atender uma demanda de público. Em que a imagem não é um fator decisivo na compra. Existem os de alto padrão, que buscam uma qualidade mais elevada no trabalho, muitas vezes até optando por um desenho feito à mão, mais artístico. Tem algumas construtoras que buscam isso, que valorizam o produto. **Como é a demanda por trabalhos que não sejam imagens estáticas, que sejam animações?** Vem crescendo, principalmente em empreendimentos de maior porte, porém animação não é uma coisa barata. Empreendimentos maiores tem uma demanda maior de vídeo. Atualmente o foco principal é vídeo, em alguns escritórios não se vende uma imagem sem estar atrelada ao vídeo. **Você poderia falar sobre o momento do indústria imobiliária e o quanto isso influencia nos trabalhos? Há diferença de demanda entre as capitas e as outras cidade?** O mercado estava aquecido nas capitais, porém tem crescido em cidades do interior, como Limeira, Campinas, Ribeirão Preto. Em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro diminuiu um pouco. O que de certa forma é até bom para o mercado 3d, por quê só fica realmente quem tem um nível alto. Melhora a qualidade do mercado mas tem menos trabalho. Sempre oscila, por quê o mercado imobiliário tem mais coisas que interferem, como economia e política. **Todos os trabalhos são para empreendimentos imobiliários que estão sendo construídos ou para projetos de reformas de local ou de decoração e empresas?** Antes tinha mais, lá para 2006 tinha bastante demanda. Com os programas Sketch Up e Revit, as empresas estão substituindo o AutoCad. Isso já tira um recurso 3d do projeto. Muitas vezes o próprio colaborador do escritório de arquitetura já produz. A demanda está diminuindo. Os trabalhos melhores, com o nível de exigência maior e que envolva animação, ainda estão centrados no empreendimentos de grande construtoras. **Há dez anos o processo de aprendizagem de recursos e ferramentas para artes digitais era escasso, você citou sobre tutoriais em internet, como você adquiriu seu conhecimento na área?** Eu citei que não se deve usar tutoriais na internet, pelo nível de acesso as tecnologias hoje em dia. Pela internet ser um meio difusor de informação fácil, a gente sabe que existem pessoas bem intencionadas, que tem boa vontade mas que não tem um bom grau de conhecimento para isso. Muitas vezes, as pessoas não sabem filtrar a informação. É preciso tomar cuidado nesse sentido. No meu caso, vejo que poderia ter tido muito mais foco se tivesse o direcionamento de alguém, mostrando o certo e o errado. É necessário criar uma base sólida de seu conhecimento. **O tutorial, as vezes, pode ajudar a resolver um problema de curto prazo, mais não vai ensinar como as coisas funcionam e o profissional não vai construir uma carreira com isso, certo?** O mercado e as ferramentas são muito mais amplos. O estudo, a formação e o olhar são reflexos do olhar que a pessoa tem. Pedro, obrigada pela entrevista e a N-PIX quer te parabenizar pelo belo trabalho desenvolvido. **Pedro, obrigada pela entrevista e a N-PIX quer te parabenizar pelo belo trabalho desenvolvido.**
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Pixologic lança o ZBrush 4 R6

Pixologic lança o ZBrush 4 R6

A Pixologic se supera a cada nova versão. E não foi diferente com o lançamento do R6 que aconteceu na noite de ontem (dia 27 de Junho).

O sucesso é tão grande que já temos várias imagens e vídeos com artistas testando essa nova versão.

São várias as novas ferramentas e aprimoramentos. Vocês podem ver a lista das novas características clicando na imagem abaixo.

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O ZBrush 4 R6, está vindo com algumas melhorias e a que com certeza chama mais a nossa atenção e a de todos os especialistas, foi o ZRemesh.

Na versão anterior os artistas tinham a disposição uma ferramenta chamada Qremesh, porém o lançamento do ZRemesh deu um salto muito grande na parte de retopologia e que funciona muito bem. Muito mais poderosa e com uma automação de encher os olhos de todos os artistas que já usam o ZBrush. Bom na verdade para aqueles que também não usam e você vai entender o porquê!

Confira o vídeo e veja em tempo real o funcionamento da ferramenta.

Fique atendo ao vídeo a partir do 1:50


Uma informação importante. Para você que já comprou a versão anterior do ZBrush, não se preocupe. Você terá direito a atualização gratuita para essa nova versão.

Segue as instruções retiradas do site da Pixologic:

"Instruções de atualiação

ZBrush 4R6 
é um upgrade gratuito de para todos os usuários registrados do ZBrush nos sistemas Windows e Mac.
Ele pode ser instalado usando um instalador completo, stand-alone. Usuários do ZBrush 4R5 podem usar o recurso de atualização automática. Para melhores resultados, recomendamos utilizar o instalador completo.

  • Se você tiver ZBrush 4R5, você pode usar o ZPlugin >> Auto Update >> verificar nova atualizações botão encontrado de dentro ZBrush. (Como alternativa, navegue para a pasta de ZBrush 4R5 e executar o aplicativo ZUpgrader).
  • Se você tem o ZBrush 4, 4R2, 4R2b, 4R3 ou 4R4 (ou se você tem 4R5 e gostaria de usar um instalador completo, em vez de updater), siga os passos aqui: CLIQUE AQUI.
  • Se você tem o ZBrush 3.5 ou anterior, Envie um Ticket de Suporte .


 
Você também pode usar nosso FAQ no site de suporte para encontrar exatamente as instruções direita para suas necessidades. CLIQUE AQUI.

*
para nossos usuários de licença flutuante, a atualização automática não estarão disponível imediatamente. Esperamos que fique disponível na próxima semana."

 

 

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ENTREVISTA | Jessé Suursoo, pintura digital e o seu trabalho Morrigan Aensland

ENTREVISTA | Jessé Suursoo, pintura digital e o seu trabalho Morrigan Aensland

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Aluno do Kanvas mostra seu trabalho e nos conta um pouco da sua trajetória.

a1sx2_Thumbnail1_jesse-suurso-homem.jpg1. Jessé, conte-nos um pouco sobre como começou o seu interesse por desenho e pintura.

Eu sou apaixonado por criar personagens, mundos imaginários e desde muito pequeno, adorava contar histórias com meus desenhos, talvez venha dai a paixão pelo cinema.
Eu gostava muito de copiar personagens de HQs e de videogames, passava horas e horas fazendo isso. Depois aproveitava e tentava criar um personagem meu e inserir naquela história.
Infelizmente tive pouco apoio para estudar arte propriamente dita e por isso sou autodidata, mas de três anos para cá comecei estudar de maneira mais séria, e foi nesse meio tempo que encontrei a N-PIX e cursei o meu primeiro curso de pintura digital.

 

2. As pessoas sempre te incentivavam ou era uma vontade pessoal? O que fez você começar a estudar a três anos atrás? Qual foi o "click"?

Claro que a minha família, principalmente a minha mãe e meu pai, me incentivavam... Minha mãe pintava e desenhava, além de estudar música. E meu pai era desenhista projetista. Não posso negar que essas influências existiam, mas eu gostava de criar personagens e "contar histórias", e esse detalhe foi importante para seguir o caminho.
O que me fez estudar foi a vontade de me tornar um artista conceitual.
Eu perseguia artistas e ilustradores pelos blogs e fóruns a fora. Comecei a perceber que meu desenho e minha pintura estavam estagnados, eu precisava começar a entender a "linguagem" que aqueles profissionais falavam em suas peças, assim comecei a procurar cursos para estudar.

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3. E com essa vontade você começou a estudar por conta, certo? Mesmo no começo sendo autodidata, você sempre sentiu a vontade de fazer um curso ou foi por circunstâncias?

Circunstância também... Como os cursos que eu queria fazer só tinham em outras cidades, ficava difícil viajar, etc. A possibilidade de fazê-los pela internet facilitou.

 

a1sx2_Thumbnail1_jesse-suurso-patinho.jpg4. Você se formou em Audiovisual, não é? Foi ai mesmo em Ribeirão Preto? Durante a faculdade você conseguiu colocar em prática um pouco dos seus desenhos e conceitos?

Sim, eu me formei aqui em Ribeirão Preto. E o que eu mais fazia na faculdade era desenhar (risos), como sempre!
Nos grupos de trabalho eu fazia todos os concepts, storyboards, layouts. E dirigi dois curtas animados.

 

5. E você pensa em voltar a fazer animação ou mesmo dirigir?

Dirigir sim, animar não..(risos). Antes desses 3 anos, eu me dediquei aos estudos de animação. Desde a animação tradicional, stop motion, digital 2D e 3D, mas eu vi que a minha paixão era mesmo imagem, still, conceitual, ilustração...

 

6. Atualmente você trabalha com ilustração e pintura?

Atualmente trabalho em uma empresa como designer gráfico. Estou a 8 anos e aqui uso pouco da ilustração ou pintura, mas tenho vontade de migrar totalmente para essa área.a1sx2_Thumbnail1_jesse-suurso-explorer.jpg

 

7. Quais são suas principais referências e inspirações?

São várias. Desde os grandes mestres do passado, como Da Vinci, Bouguereau, Dali. Artistas atuais como Feng Zhu, Chris Metzen, Rayman, Kekai Kotaki, mas o trabalho que mais me inspira é do grande Frank Frazetta, tanto no estilo quanto na sua narrativa visual.

a1sx2_Thumbnail1_morrigan-aensland-darkstalkers-chronicle-chaos-tower-picture.jpg a1sx2_Thumbnail1_conceptclassico.jpg8. Você estuda 3D também, ou já pensou nisso? Como você enxerga a área de ilustração, que cada vez mais tem usado recursos 3D em suas peças?

Quando eu comecei a estudar seriamente arte a 3 anos atrás, eu comecei pelo 3D, Zbrush e 3ds Max. Fiquei um ano e meio estudando, mas depois decidi me focar em pintura e desenho.
Acho o 3D muito técnico. E me sentia amarrado, artisticamente falando. Por mais que você precise ter um olhar artístico, a coisa toda segue uma lógica. Concept, modelagem, malha, textura, rig...
E isso me desanimou.

Como na animação, comecei a perceber que aquilo não tinha tanto a ver comigo, então voltei novamente meu foco para desenho e pintura, mas eu procuro passar o realismo tridimensional para os meus estudos.

 

a1sx2_Thumbnail1_jesse-suurso-Morrigan.jpg9. Falando um pouco mais de seu trabalho, como surgiu a idéia de fazer a ilustração da Morrigan?

Eu sou fã dessa personagem desde os tempos de Darkstalkers, um jogo da Capcom que conta a história de luta entre seres do submundo. Mas eu nunca tinha pego ela para desenhar.
A alguns meses atrás eu queria estudar valores tonais e render. Como precisava de um modelo para a peça decidi então encarar uma versão da Morrigan mais "realista". E foi assim que surgiu a ilustração.
Ela faz parte de uma gama de personagens que gosto, tanto de Hq, desenho, ou videogame, que tenho a vontade de fazer em um estilo mais realista.

 

10. Você tem pretensão de trabalhar com games, ou usa apenas como hobby e inspiração?

Meu sonho é trabalhar com games... Como Concept Artist! Isso é o que move os meus estudos diários e árduos, (risos).

 

11. Você também estuda e trabalha com pintura tradicional?

Pintura só digital, ainda, mas pretendo estudar tradicional também. Já o desenho eu estudo mais o tradicional.b2ap3_thumbnail_jesse-suurso-Morrigan_process.jpg

 

12. Você já trabalhou com desenvolvimento de cursos online, certo? Como foi estar do outro lado como aluno?

Eu gostei. Com sempre estudei por conta, não tive muito problemas com o meu auto gerenciamento, e tive a sorte de estudar com boas instituições... Que mantêm um nível de competência altíssimo.
Assim a coisa não complicou muito, mas você tem que ter ritmo e manter uma disciplina!

 

 

Suursoo, queria agradecer muito a sua participação e parabenizá-lo pelo seu trabalho e esperemos novas ilustrações em breve ok?
Poxa, eu que fico muito contente pelo reconhecimento e pela oportunidade, e pode esperar que vão ver sim... Valeu!

 

 

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